Mata Atlântica Indicada como Destino pelo NY Times

O jornal The New York Times indicou 52 destinos no mundo para serem visitados e descobertos. No Brasil apenas a Mata Atlântica foi indicada.

A publicação levou em consideração

as queimadas na Amazônia e possíveis liberações para mineração e outras atividades degradantes ao meio ambiente como forma de geração de renda, atraiu os olhares para Mata Atlântica que sofre por exemplo com especulações imobiliárias e degradação por construções irregulares, de barracos até mansões.


É necessário buscar novas formas de geração de renda, mas além disso fortalecer setores sustentáveis como a agroecologia e produção orgânica.

O estado de São Paulo possui por exemplo a Rota Gastronômica do Cambuci que percorre diversas cidades do interior, litoral e a capital, isso fortalece os produtores e fomenta o turismo, o Cambuci é um fruto nativo da Mata Atlântica e os produtores costumam utilizar outras frutas nativas como uvaia, jabuticaba e o açaí da palmeira juçara, antes era retirado o palmito que acabava por matar a planta.




Em Parelheiros, zona sul da cidade de São Paulo, a produção de alimentos orgânicos como verduras, legumes e saladas vêm crescendo muito nas cerca de 428 produções existentes na região. Dados do programa Ligue os Pontos, da prefeitura da cidade premiado pela Bloomberg Philanthropies, que visa melhorar a toda a cadeia produtiva e tornar os pequenos negócios e propriedades mais sustentáveis.





O ecoturismo é outra ferramenta de preservação. Quando realizado com planejamento e responsabilidade trás impactos positivos para toda comunidade direta e indiretamente, além da geração de renda o setor deve promover a cultura local, a valorização e proteção aos patrimônios naturais, históricos e culturais seja material ou imaterial.

O setor cresce todos os anos em torno entre 15% e 20%, no mundo 10% dos viajantes procuram destinos de natureza e no Brasil 16% dos turistas vem para conhecer as riquezas naturais. Dados da OMT e MTur.




Um exemplo do que tem dado certo é o Polo de Ecoturismo de São Paulo - Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé, que com um território plural e complexo tem conseguido desenvolver o turismo graças ao envolvimento das comunidades e atores locais. O Polo possui um conselho regional de turismo - CONGETUR - que dialoga com poder público e outros fóruns e suas reuniões são abertas, além de uma associação de micro empresários forte e ativa a AMTECI - Associação de Micro Empresários de Parelheiros, eles conseguem dialogar com poder público buscando soluções que beneficiam todas comunidades, como melhoria de viário, sinalização, saneamento e programas de capacitação e empreendedorismo.


Estar dentro do maior polo emissor de turistas da América Latina que é São Paulo, também soma á favor da região, e com tantas propriedades agrícolas o turismo rural também deve ser fortalecido. O turismo movimenta cerca de 10% do PIB estadual e cresce 6% ao ano (InvesteSP).




A Mata Atlântica possui uma incrível e maravilhosa biodiversidade e precisamos preservá-la, e se podemos fazer isso fortalecendo comunidades ao mesmo tempo que provamos experiências, cheiros e sabores, porque não fazê-lo hoje mesmo?




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